Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Sinceridades

Hoje acordei pronto para ir para a Costa, e quando olho pela janela apenas vejo o céu nublado. Nem imaginam a minha decepção. Para bem dos meus males, ainda bem que assim foi! Tenho o corpo a arder desde ontem. Estou mais vermelho que bronzeado! O sol ontem deu cabo de mim. É da maneira que vou ao ginásio cuidar do “six pack”!

 

Por falar em ginásio. É incrível mas infelizmente as mulheres portuguesas cada vez se cuidam menos. Não sei o que se passa com a auto-estima delas. Mas algo está completamente errado. Sinto que não se cuidam. Ou que a maioria não se cuida. Não sei se estou a exigir demasiado, mas é o que sinto e o que vejo. Chegámos ao Verão e elas continuam gordas. Anafadas. Pouco definidas. Se calhar ando a frequentar as praias erradas! Ontem, tive visões do inferno. Espero que as mulheres não critiquem a minha sinceridade.

Mas Pirata que se preze e orgulhe diz o que quer e o que bem lhe apetece!

 

(oiço a tripulação a aplaudir)

 



publicado por Pira-te daqui! às 14:43
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Sábado, 19 de Julho de 2008
Desabafos matinais

Certo dia, tinha este Blog ainda idade para usar fraldas, enquanto esperava ansiosamente para jantar num qualquer restaurante em Lisboa, lembro-me de me ter sido dito que  apenas escrevia sobre futebol ou sobre assuntos sem interesse nenhum. Qual o meu espanto?

 

Na verdade até pode ser verdade( o que não é!), mas diz-me a experiência que só é feliz quem tem a capacidade de troçar de si próprio. Isto porquê? Porque fiquei tão amarelo que não consegui disfarçar. O que me custou na altura foi a forma como aquela afirmação foi proferida. Na altura silenciei o meu pensamento( senão iria ser rude e mal educado!) e apenas(!) fiz cara de poucos amigos.

 

De facto, passados poucos segundos, após se ter apercebido da sua tremenda incoveniência, disse-me e passo a transcrever " Pirata, estava a brincar!".Pois claro! Pior a emenda que o soneto. Mais valia estar calada.

 

No fundo, aquilo deixou-me pensativo. Um blog é como se tratasse de uma relação, em que tudo o que escrevemos é uma parte de nós, quer seja uma notícia, um texto fútil, uma imagem, uma música. Será, com toda a certeza, interessante para uns e menos interessante para outros. Cmo seria de esperar, escrevemos sobre aquilo que nos interessa e tentamos exprimir opiniões que são nossas. Não será isto óbvio? Se não gostam têm bom remédio!

 

Posso não ter a escrita prática e super, mega, hiper descontraída da minha amiga aqui do lado(Parabéns pelo Blog, minha querida!), ou um Blog tão conhecido como o de uma tão conhecida e reconhecida voz da rádio(Gosto imenso do seu programa matinal!), mas felizmente que me divirto sempre que me sento em frente ao meu pc com o intuito de partilhar seja o que for com os meus leitores( sejam lá eles quem forem!?).

 

Claro está, que gostava que a equipa do Sapo, me desse a devida importância. Ora aí está! Mas também se isso não acontecer, quererá dizer que escolhi bem não seguir a àrea de humanidades. Humildade e assertividade acima de tudo!

 

 

 



publicado por Pira-te daqui! às 13:02
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Sábado, 26 de Abril de 2008
Sensações

Hoje, fui comprar umas calças! Não sei porquê, sempre que dou prioridade à minha parte feminina do meu carácter, aconetece que acabo por gastar mais do que quero! É a minha impulsividade.

 

O engraçado, é que nunca resisto. Este meu lado, de consumista impulsivo irrita-me.  E, como sei disso, raramente deixo o meu corpo, entrar nesses centros comerciais ao virar da esquina! Sim, porque nos dias de hoje, existe um em cada esquina! Infelizmente!

 

Mais engraçado ainda, é que sempre que faço uma compra, a ponho neste corpinho bem cuidado, e saio à rua, sinto que todas as pessoas olham para mim. Não sei porquê. É uma sensação de poder. De auto confiança.  De egocentrismo. De pura vaidade( é verdade, também existem Piratas vaidosos!) Não sei muito bem explicar.

 

Já agora, nunca tiveram esta sensação?

 

 

- Comandante, urge virar a estibordo! Necessário virar vela de proa!  - grita um Pirata furioso, no topo do mastro principal, antevendo uma tempestade!  

 

 



publicado por Pira-te daqui! às 15:28
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
"Falar de amor não é igual a ter amor!"

"Falar de amor não é igual a ter amor!" - repeti a frase vezes o suficiente para ser decorada e incomodar todos os presentes.

 

Quem ali tinha realmente um amor ou um amor para dar? De certa maneira, éramos todos amantes teóricos, românticos verbais, abstratos amorosos.

 

Ninguém ali amava ou era amado com a intensidade de um poeta ou com a vibracão de um louco.
Alguns gostavam.
Alguns eram gostados.
Outros nem por isso...


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publicado por Pira-te daqui! às 20:06
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
Pormenores Essenciais

Decidi começar o meu Blog, com um texto que escrevi no final do ano de 2005. Permitam-me que o faça.

 

 

Percorro as ruas da cidade em que vivo. Não ando perdido, mas sei que procuro algo. Ultimamente, a minha vida tem estado dependente dessa procura incessante. Enquanto ando observo as atitudes, os impulsos, as escolhas, reparo nos olhares, nos sorrisos, nos gestos. E olho para mim. Constato que, apesar de não querer, ninguém repara em mim.

 

São raras as pessoas que tentam perceber o porquê das coisas. Foi-lhes dito que era assim e a grande maioria resignou-se perante esse facto. A maioria deixa-se estar dentro delas próprias. Simplesmente não querem sair do casulo que construíram, daquele universo alienado. Fecham a porta que os define e que mostra o seu mundo aos profanos. Fecham o seu arco de esperança, agarram a bola de cristal que apenas existe no mundo dos sonhos e deixam-se levar pela ilusão por aquele sonho transformado em quase nada.


Continuo a andar. Está um dia normal. Pessoas atarefadas, cheias de pressa, sempre com a cabeça e o olhar colados ao chão, respiração ofegante, a pensarem em tudo menos nelas, num dia como tantos outros. Sinal vermelho. Os carros param. As pessoas atravessam a rua. E ninguém, mas ninguém repara em ninguém. Parecem máquinas. A vida é mesmo isto. Aliás, esta é uma parte da nossa vida. A parte visível dos outros, a que todos os mundanos têm acesso. A parte que realmente menos interessa. Vemos aquilo que realmente todos vêem. Mas no fundo não vemos nada.


Uma pessoa é muito mais que uma atitude, que um gesto, que um olhar, que um sorriso. Uma pessoa é uma atitude, com um gesto, com um olhar e com um sorriso. Mas para além de ser o conjunto de todos estes factores, é também um ser invisível dentro desse ser visível. Aí reina, realmente, o cerne da questão. O tentar perceber esse ser invisível. Perceber a sua forma de pensar, de actuar, os seus princípios, os seus objectivos, a sua educação, a sua evolução. Isso sim, é correcto e muito mais difícil do que recriminar ou criticar. Tudo muda com palavras como espontaneidade, sinceridade, honestidade, Amizade, Amor.


Muitas vezes nem sequer damos oportunidade de nos mostrarem realmente aquilo que são. Somos tão egoístas que, sem querer, perdemos naquele momento uma oportunidade única de conhecermos alguém interessante. Às vezes é preciso respirar fundo e deixar a razão de lado. É preciso dar sem querer receber, ouvir o nosso coração a bater desordenadamente durante uns meros segundos... E deixar-nos levar pelo momento. Podemos mesmo pensar depois que foi tempo perdido, mas na realidade nunca perdemos tempo, investimos realmente na nossa formação como pessoas, como seres humanos.


Muitas vezes também pensamos que a pessoa que está diante de nós e que pensávamos conhecer profundamente está diferente. Pensamos que a sua evolução foi negativa e que realmente não se trata da mesma pessoa, ou, pelo menos, da que supúnhamos conhecer. Tiramos inconscientemente certas conclusões. Realmente as pessoas mudam. Mas mudam de forma superficial. Palavras como “essência” ou “personalidade” nunca mudam. O que realmente é importante continua a sê-lo.


Deixei-me levar pelo meu sentimento. Neste momento sinto que corre mais depressa do que realmente queria. Já não sei onde estou. Sinto-me perdido. Parece que o meu corpo se eleva acima de mim próprio. Deixo-me voar, por uns simples segundos, nesse plano que se estende à beira do meu abismo, tentando controlar o fogo que me percorre o sangue… Tantas foram as ocasiões em que sentia que aquele não era o meu caminho. Inúmeras. Via-me numa floresta escura, húmida. Ouvia apenas o barulho do vento nas árvores, dos animais que não via, mas que sentia bem perto, do barulho de cada passo que dava, parecendo que alguém me perseguia. Sentia-me acompanhado, mas ao mesmo tempo apenas sentia que precisava de silêncio, paz, sossego, para pôr as ideias no sítio. Naquele momento não sabia para que lado ir. Sentimento esse, apenas momentâneo.


Sinto que estou a entrar em contradição. Mas não. Na realidade preciso destes dois mundos. Imaginários. Repentinos. Um que me dá a sensação de liberdade necessária para olhar o mundo de uma perspectiva diferente, o outro que me traz de volta à terra e que me mostra que por vezes é preciso sentir sozinho. Um a um, inexoravelmente, os meus pensamentos começam a fazer sentido.


Todas as histórias têm um corpo e um espírito, uma forma e um conteúdo. As palavras são o corpo onde o espírito vive, quer sejam ditas ou escritas. A forma do corpo é a forma do espírito, e desta maneira a forma e o conteúdo fundem-se, confundem-se e transfiguram-se. O corpo veste-se e reveste-se ainda, ora revelando, ora ocultando o espírito. Assim, não só o corpo se transforma, em si mesmo, mas também na sua aparente aparência.


Na realidade continuo a andar pela cidade que amo, no meio de gente que desconheço. Mas ando de cabeça levantada, sem vergonha, olhando de frente tudo e todos. Com orgulho e respeito próprio, sentindo-me bem comigo mesmo. No fundo nem sempre é assim... Por vezes preciso daqueles dois mundos repentinos para dar valor àquilo que realmente tem importância. Se não fosse assim a monotonia instalar-se-ia no nosso quotidiano e isso tornaria a nossa vida menos interessante. Todas as histórias têm de ter um fim. Nem que seja, sobretudo, para que outras comecem. Quantas histórias deixamos por acabar, histórias que precisavam de terminar para que outras pudessem começar? E mais importante do que estas, são as que começaram de maneiras única e singular e que provavelmente nunca irão terminar. É por estas que eu escrevo. É por estas que respiro. É realmente por estas que vivo…


Deixa-te estar só, ou acompanhado. Nunca lhe dês um fim! Deixa-te escrever a primeira palavra, que o resto eu digo-te ao ouvido como um segredo...

 

2 de Novembro de 2005

 

 


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publicado por Pira-te daqui! às 18:57
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